O Secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., declarou na quarta-feira que permitiria o amplo acesso dos pacientes a injeções de peptídeos não aprovadas, uma classe de medicamentos recentemente popularizada por influenciadores online. Essa decisão gerou significativa preocupação entre especialistas em segurança de medicamentos devido ao seu afastamento dos protocolos regulatórios padrão.
O novo plano utiliza um mecanismo conhecido como "discricionariedade de fiscalização", que efetivamente permite que as empresas produzam e distribuam essas injeções não comprovadas sem passar pelo processo usual de revisão da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA). Consequentemente, os compostos contornarão salvaguardas críticas, incluindo testes para determinar se são mais eficazes do que um placebo ou avaliações sobre riscos potenciais, como câncer e defeitos congênitos.
O Secretário Kennedy, que publicamente afirmou ter se beneficiado pessoalmente do uso de peptídeos, havia anteriormente insinuado essa mudança de política em podcasts no início do ano. No entanto, o documento oficial divulgado na quarta-feira destacou a natureza unilateral da ação, enquadrando-a como uma decisão tomada exclusivamente pelo Sr. Kennedy. Notavelmente, cientistas da FDA haviam aconselhado previamente contra o uso generalizado desses peptídeos, e nenhum deles esteve presente durante pelo menos uma reunião realizada na terça-feira para finalizar a política.
O documento postado no site do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) afirma que o secretário determinou que a política avança a escolha e a liberdade dos pacientes, protegendo adequadamente a segurança. Emily Hilliard, porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, esclareceu que a nova política exige prescrições específicas para cada paciente, ingredientes rastreáveis, testes de qualidade e relatórios de segurança. Essas medidas visam responsabilizar os manipuladores farmacêuticos e fornecer aos pacientes uma alternativa a vendedores não regulamentados.
Fontes: The New York Times Health.